
O Ministério Público Eleitoral, oficiante perante a 38ª Zona Eleitoral do Piauí, obteve decisão que determinou o afastamento temporário de um conselheiro tutelar do exercício da função no Município de Paulistana. O agente é investigado pela suposta prática do crime de corrupção eleitoral. A promotora de Justiça Gabriela Almeida de Santana, titular da Promotoria Eleitoral da 38ª ZE, atuou no caso.
O auto de prisão em flagrante foi lavrado após abordagem realizada na véspera do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, no Município de Paulistana. Na ocasião, foram apreendidos com o investigado R$ 2.450,00 em espécie, material de propaganda eleitoral, um aparelho celular e um caderno contendo nomes de eleitores associados a valores e pedidos de bens materiais.
Ao se manifestar no procedimento, o Ministério Público Eleitoral requereu o afastamento temporário do investigado do exercício da função pública de conselheiro tutelar. O pedido foi deferido pelo Juízo das Garantias do Núcleo IV da Justiça Eleitoral, em Picos/PI.
Também foram impostas ao investigado a proibição de manter contato com eleitores e testemunhas relacionados às anotações apreendidas; a proibição de ausentar-se da Comarca de Paulistana por período superior a oito dias sem prévia autorização judicial; e a obrigação de comparecer aos atos processuais e investigativos para os quais for intimado.



