Piauí registra 1.848 focos de incêndio em setembro, menor número em dez anos

O resultado chama atenção porque setembro está entre os meses de maior risco para incêndios no estado

Piauí registra 1.848 focos de incêndio em setembro, menor número em dez anos
Piauí registra 1.848 focos de incêndio em setembro, menor número em dez anos
O Piauí registrou 1.848 focos de incêndio em setembro de 2026, o menor número para um mês de setembro em uma década. O resultado representa uma redução de 13,9% em relação a setembro de 2025, quando foram registrados 2.147 focos. Na prática, são 299 ocorrências a menos em apenas um ano.

O resultado chama atenção porque setembro está entre os meses de maior risco para incêndios no estado, marcado por altas temperaturas e baixa umidade do ar. A última vez que o Piauí havia registrado menos de 2 mil focos em setembro foi em 2016, quando foram contabilizados 1.344. A marca de 2026, portanto, é a menor dos últimos dez anos para o mês.

Para o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Feliphe Araújo, os números refletem o fortalecimento das ações desenvolvidas pelo Governo do Estado. “Esse resultado mostra que o trabalho de prevenção, monitoramento e combate está fazendo a diferença. Estamos chegando mais cedo, monitorando os focos e fortalecendo as equipes nos municípios. É um trabalho que precisa ser permanente, porque o período crítico exige uma resposta cada vez mais rápida”, afirmou.

A Semarh vem ampliando a estrutura de prevenção e combate aos incêndios em todo o Piauí. Já são mais de 3,3 mil brigadistas capacitados e treinados, com atuação em exatos 206 municípios, além do monitoramento permanente dos focos e da articulação das ações de combate. A estratégia busca não apenas responder aos incêndios, mas também antecipar os riscos e reduzir a propagação do fogo.

A redução registrada em setembro ocorre em um cenário climático adverso e reforça a importância da preparação das equipes e do monitoramento contínuo. Para a Semarh, os números representam um resultado positivo das ações já realizadas, mas também indicam que o trabalho de prevenção e combate precisa continuar durante todo o período crítico.