Adolescentes são apreendidos e confessam morte de menino de 12 anos em Teresina

Hydhino Davy, de 12 anos, estava desaparecido desde terça-feira (13); suspeitos confessaram participação no crime e tiveram internação provisória decretada pela Justiça

Adolescentes são apreendidos e confessam morte de menino de 12 anos em Teresina
Reprodução
A Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil, avançou nas investigações sobre a morte de Hydhino Davy Gomes Lima, de 12 anos, cujo corpo foi encontrado na manhã deste sábado (17), no bairro Samapi, zona Leste de Teresina. Dois adolescentes foram apreendidos após confessarem participação no homicídio.

O menino estava desaparecido desde a última terça-feira (13), data em que, segundo as investigações, teria sido assassinado durante a madrugada.

As investigações avançaram após os dois adolescentes, identificados pelas iniciais F.L.S.M. e L.F.M.S., se apresentarem à Central de Flagrantes na última sexta-feira (16), alegando que estavam recebendo ameaças de morte. As ameaças estariam relacionadas ao envolvimento dos dois no homicídio de Joel Araújo Lustosa, ocorrido na madrugada do dia 12 de setembro, deste ano, no bairro Samapi.

Durante os depoimentos, os adolescentes confessaram participação na morte de Joel, que foi assassinado a pauladas. Segundo os relatos, o crime teria sido motivado por um suposto ato de importunação cometido pela vítima contra a namorada de um dos envolvidos. Eles também afirmaram que Hydhino Davy teria participado desse homicídio.

Enquanto os adolescentes eram ouvidos pelos investigadores, a Polícia Civil recebeu a informação sobre a localização do corpo de Hydhino Davy. Diante da descoberta, os dois foram novamente interrogados e confessaram envolvimento na morte do menino.

De acordo com os depoimentos, a motivação do crime estaria relacionada a um suposto furto cometido por Hydhino Davy contra uma familiar de um dos envolvidos, além de desentendimentos e acusações entre os adolescentes.

Os dois adolescentes apreendidos foram encaminhados ao Complexo de Defesa da Cidadania (CDC), para o cumprimento da medida de internação provisória.

O delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou que os depoimentos contribuíram para o avanço das investigações e para a adoção das medidas judiciais cabíveis.

“Os depoimentos permitiram estabelecer uma ligação entre os dois homicídios e avançar na identificação dos envolvidos. Diante dos elementos reunidos, representamos pela internação provisória dos adolescentes, que foi decretada pela Justiça. Nossas equipes seguem trabalhando para esclarecer a dinâmica dos crimes, confirmar as motivações apresentadas e identificar outras pessoas que possam ter participado dos homicídios”, pontuou o delegado.

O DHPP segue realizando diligências e reunindo elementos para a completa elucidação dos dois homicídios, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica dos crimes, buscando a responsabilização dos responsáveis conforme a legislação vigente.