
Relatório da Polícia Federal (PF) sobre a quinta fase da Operação Compliance Zero descreve sinais de elevado padrão econômico em endereços ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de diligências autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os relatórios com as cifras vieram à tona na última sexta-feira (11), após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de mais documentos ligados ao caso Master.
Na casa do senador em Brasília, os policiais relataram a presença de uma adega com vinhos e whiskies de alto valor, além de diversas bolsas de grife internacional, joias e relógios de luxo. Também foram encontradas várias malas de viagem vazias com etiquetas em nome de terceiros, incluindo familiares, o que, segundo o documento, levantou suspeitas sobre possível utilização para transporte de valores.
A PF apreendeu ainda dinheiro em espécie. Em um cofre no imóvel de Ciro em Teresina, foram encontrados R$ 31.760 e 14.070 euros. Já no escritório do senador em Brasília, foram apreendidos US$ 27.735 e 1.555 euros.
Na casa do irmão de Ciro, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, foram encontrados 10.155 euros e US$ 55.733 em um cofre descrito por ele como “familiar”. Também foram apreendidos eletrônicos e veículos de luxo.
Considerando as três diligências, a PF estimou em cerca de R$ 614 mil o total apreendido, conforme a cotação atual. À época da operação, o relatório apontou aproximadamente R$ 589 mil.
A PF também apreendeu documentos na churrasqueira da casa de Ciro em Brasília. Segundo o relatório, uma funcionária afirmou que o senador teria ordenado que os papéis fossem queimados, mas ela não o fez por falta de tempo.


