
Com a derrota nas eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficará sem cargo público pela primeira vez em 24 anos a partir de 2027. O mandato dele no Senado termina em dezembro deste ano. Antes de ocupar a cadeira na Casa, Flávio foi deputado estadual pelo Rio de Janeiro por quatro mandatos.
Flávio foi eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2003, quando tinha 21 anos. Na época, Jair Bolsonaro (PL) já era deputado federal e lançou o filho mais velho na política. Em 2016, ele disputou a Prefeitura do Rio, mas terminou em quarto lugar.
Durante o tempo em que esteve na Alerj, Flávio se tornou alvo de uma investigação sobre uma possível “rachadinha” em seu gabinete. A suspeita era de que funcionários fantasmas devolviam parte de seus salários para Flávio.
A acusação do Ministério Público, contudo, foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) em maio de 2022, depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo anularam provas.
Fim do foro privilegiado
Com mandato no Senado garantido até fevereiro de 2027, Flávio Bolsonaro mantém o direito ao foro privilegiado até o encerramento do período. Após essa data, ele voltará a responder a eventuais investigações e processos no âmbito da primeira instância da Justiça comum.
Porém, as investigações de que Flávio é alvo, como a sobre o financiamento do filme Dark Horse, vão seguir no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo que ele não tenha mais mandato. Isso porque, desde março de 2025, o Supremo mantém o foro para possíveis crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas, mesmo depois que a autoridade deixa o posto.
A derrota ao Palácio do Planalto fez com que Flávio se torne o primeiro candidato ao cargo a terminar o primeiro turno na liderança e perder a eleição desde a redemocratização.



